Ato I - Lua Minguante

Lua, ó lua, não faz
assim...
Ver você sorrir pra
mim,
Contente princesa
Tal qual vilão de
filme
norte-americano, a
francesa
Cativa a tua beleza
O bandido da história
Que te prende com
crueza
Em calabouço da
memória
E mantém tua luz refém
E te ama como a ninguém
Pois vendo-te indefesa
Reduzida a alegoria
Se detem à tua
tristeza
Implorando sua alegria
Lembrando com nostalgia
A época e que brilhava
energia
Donde era feiticeira e
fantasia
Dona do encanto
Detentora da magia.
Ato II - O Algoz

Lua, ó lua, não faz
assim...
Ver você fugir de mim,
sorridente princesa
Tal qual vilão de
filme
brasiliano, a burguesa
Comprava a tua beleza
O bandido da escória
Que te come com crueza
Em cortiço ébrio e
inglória
Pois te amam como refém
Pois vendo-te indefesa
Reduzida a alegoria
Se metem com toda
frieza
Pagando por tua sangria
Imaginando com heresia
A época e que brilhava
energia
Donde era feiticeira e
fantasia
Dona do encanto
Detentora da magia.
Ato III -A Dama

Lua, ó lua, não faz
assim...
Ver você, meu anjo
querubim,
delinquente princesa
Tal qual vilã de filme
italiano, a turquesa
Compara a tua beleza
Ao escuro, à inglória
Pois se dá com crueza
Ao rebuliço da escória
E não se doa a ninguém
Pois te amam por um
vintém
Quando se vende com
frieza
Reluzida a alegoria
Me ama com tristeza
Pagando por tua sangria
Imaginando com alegria
A época e que brilhará
energia
Donde será feiticeira
e fantasia
Dona do encanto
Detentora da magia
Ato IV - O Lúdico

Lua, ó lua, não faz
assim...
Pois se tu te
entregares a mim
Emergente princesa
Tal qual pessoa real
Ser humano, com
humildade
É que te quero de
verdade
Ser teu príncipe e ser
leal
Ser caminho de tua
felicidade
De teu corpo e alma
energia vital
De seu jovem espírito
guia astral
Detentor de sua
cumplicidade
Compositor das melodias
Que dançará com
sagacidade
Escreverá com
liberdade
Em minhas linhas tua
poesia
Recriando com maestria
A época em que
brilhará energia
E será feiticeira e
fantasia
Dona do encanto
Detentora da magia