quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lembrança

Lembrança


Saudades se escrevem no peito
Na fria sala da solidão.
As tintas são as mais variadas!
Se assemelham a notas dissonantes,
Cores que destoam no quadro vivo

Do coração.

Aquela quieta melodia azul
Em contraste com dores quentes...

Quase como se a vida que pulsa aqui dentro,
Fosse o vazio latejado de alguém alegrar a existência
Apenas "sendo", num canto qualquer ditante de mim...

Estranho?

Escrever com lágrimas o sofrimento
E se contentar logo em seguida?

É como se eu, escrevendo estes versos em prosa,
Percebesse que esta ferida aberta que descrevo é, na verdade,

Prova incontestável que a motivação da existência,
Toda minha fútil, breve e inconsequente existência,
É Amar.

E que se sofro
É porque sou papel em carne viva
Sendo escrito pela vida
Em notas fortes,
Traço contínuo,
Pinceladas revoltas
A poesia-canção
De beleza sublime
Que apesar de fugaz,
Tem a virtuosa pretensão
De ser Amor.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Algodão Doce

Hoje a poesia divina contou-me um segredo                                      Os Pingo da Chuva - Novos Baianos
Disse-me:

-As vezes gosto de ser nuvem...
-As vezes prefiro ser criança!

"Pra brincar no parquinho
 Ou no Pôr do Sol."

 "Sentir frio na barriga
 No brinquedo de girar
 Ou êxtase por ser tocado
 Pelo último raio solar."

"Encher a boca de caramelo
 Ou a barriga d'água."

"Correr, pular, gargalhar!
 Evaporar, condensar, flutuar...
 Tropeçar, cair, chorar...
 Escurecer, trovejar, chover!"

"Parar!
 Olhar pra cima e ver-se derramar
 Abrir a boca e se molhar..."

sábado, 3 de agosto de 2013

Poesia Concreta



É difícil ser feliz?
É fácil ser feliz!
É difícil ser?
É fácil ser!
É difícil?
É fácil!
Ser feliz,
É ser fácil!
É ser feliz.
Feliz é fácil!
É ser feliz!
É...
Ser Feliz...
É ser!

Gilberto Gil - Preciso Aprender a Só Ser