terça-feira, 19 de junho de 2012

Semáforo (O Sinal)

Hibernado em prisão deserta
Sentir que dentro, desperta,
A criatura sacra e vil sente
O frio e o calor que invente
A criatura de fora

São o belo e o feio
Sangue fluídico, veio
Correndo por dentro das veias
Criando todas as tramas e teias

Enredado
Esvanecem minhas forças
Não dá pra lutar comigo
Não da pra vencer

Solidifica-se dentro
Profundo
Semente de arvore viva
Do fruto fecundo
Oriundo do antes
Crescente agora
Amanhã afora
Aqui e agora

Da flor que aflora
Da mulher senhora                                                           Caetano Veloso - Odeio
do senhor menino
A musica da sina
O sino

A água
Bem ou mal?

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Fecundo

Tortuosa
A caminhada desenha a estrada

Inevitável
Labaredas infringirem os corpos
A fraqueza agredir a vontade
A verdade violentar o ego

Entretanto
Despencando do desfiladeiro
É possível observar que
Suspensos no ar
Voam

Pássaros livres
Libertos da gravidade


Desejo ser como eles                                                  Radiohead - Lotus Flower
Sentir atravessar o céu
Perto, bem perto,                                                       Titãs - Flores
De Deus
                                                                                 Janis Joplin - Flower in the Sun 

Meu corpo estendido no chão
Banhado no sangue já frio
Subentende a morte

Sorte me reunir ao solo
Nutrir-lo

Sobre meu sepulcro
Em crescida oliveira
Alimentam-se as aves

Graças Ave-Maria!
Onde minha vida
Nos frutos jazia

Agora jorram
Das asas das aves

Semeam os sonhos de alegria
Regam os violões cantantes
florescem as vidas errantes
Frutificam o amor de magia

São partículas e são crianças
Brincando no parquinho
Sob o sol de tardezinha
Quase se pondo
Quase nascendo
Aconchegando
Aquecendo
Ninando


segunda-feira, 11 de junho de 2012

À Sinfonia da Chuva

                                                                                                           Legião Urbana - Giz


O samba é amar         
E amar é um mistério
O ramance astral
De brincar a sério

A lida
Para muitos sofrida
Para muitos ausente
Apagada

Para outros era  risada
A transparência
A brisa gelada
As batas molhadas

Era conversar
E conhecer
Era caminhar
E dançar

À sinfonia da chuva